Picê Ateliê: lingeries com materiais biodegradáveis

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Picê Ateliê, que foi relançada pela estilista mineira Ana Elisa Santana, trabalha de forma diferenciada para oferecer lingeries especiais. “Utilizamos sobras de matéria-prima, produtos naturais de algodão orgânico, produtos biodegradáveis, tecidos pet, dentre outros. Sempre trabalhei com sobra de matéria-prima, mas também sempre acreditei que a sustentabilidade vai muito além disso”, afirma Ana. A primeira coleção é a Raízes, que tem a cantora e compositora paraense Liah Soares como estrela.

“Temos uma linha com tecido da Santaconstancia que, em contato com aterro sanitário, leva apenas três anos para se decompor ao contrário de um tecido tradicional que levaria 50 anos. Ainda enfrentamos muitos obstáculos para sermos sustentáveis do início ao fim da cadeia produtiva, da escolha da matéria-prima, à produção justa até o consumo consciente. Grandes marcas buscam uma produção sustentável, conseguem ter linhas sustentáveis dentro da coleção, mas ainda há dificuldade de utilizar esses valores em todos os processos”, afirma.

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“De outro lado, pequenas marcas têm dificuldade de trabalhar em escala industrial. Dessa forma, a Picê está nascendo no meio dessa situação, mostrando que uma marca nova pode ser completamente sustentável, sendo profissional e com grande projeção”, continua Ana Elisa.

“Nosso objetivo é incentivar o consumo consciente e justo, a indústria brasileira (#feitonobrasil) e a produção em maior escala e de forma mais acessível de tecidos como o algodão orgânico, tecidos tecnológicos sustentáveis dentre outros materiais que diminuam o impacto ambiental. Nos sentimos parte e sabemos que podemos fazer muito para mudar a cultura do fast fashion, trazendo nossas raízes e cuidando das nossas pessoas”, conclui.

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Onde encontrar a Picê Ateliê

Com fornecedores de Nova Friburgo, Belo Horizonte, São João de Napomuceno (MG), a Picê pretende abrir esse leque estendendo para o Brasil inteiro. Contribuindo para gerar emprego com mão de obra local.

Os produtos da Picê são vendidos no site da marca, na Dafiti (apenas algumas coleções) e através de revendedoras credenciadas, o que contribui para aumentar a geração de empregos. Por enquanto, apenas Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte têm revendedoras Picê, mas a intenção é expandir esta rede.

Ana Elisa é a responsável pelo desenvolvimento criativo das coleções da Picê, mas não abre mão de ouvir a opinião de seus consumidores e do público em geral. “Assim eu consigo entender melhor como ter uma peça confortável e bonita, que não seja apenas coadjuvante. Tudo isso com preço competitivo, que é importante”, garante Ana Elisa. “Tiro inspiração de tudo. Uma ideia vem de qualquer coisa. O segredo do sucesso criativo é o empenho”, completa.

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Coleções cápsula Picê Ateliê

A linha Raízes é composta por três minicoleções: Flores do Campo, Rosa Negra e Timbó. As duas primeiras são feitas com resíduos de materiais de grandes confecções, reforçando a proposta sustentável da Picê Ateliê. A lingerie deixa de ser um acessório e passa a fazer parte da produção. Tudo isso sem deixar o conforto de lado.

«Flores do Campo: a minicoleção traz as cores das flores do campo.

«Rosa Negra: privilegia as cores básicas: preto, branco e off white.

«Timbó: coleção cápsula onde se destaca o tecido Fluity CO2, da marca Santaconstancia. Em contato com o aterro sanitário, o tecido se decompõe em apenas três anos. Um tecido tradicional, por sua vez, levaria cerca de 50 anos para se decompor. Também fazem parte desta coleção os colares de essências. Em breve, serão lançados acessórios, como malas e bolsas, feitos de matérias sustentáveis, como a lona reciclada.

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